A gestão de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) não pode ser apenas reativa. Relatórios básicos como Taxa de Frequência e Taxa de Gravidade já não são suficientes para sustentar decisões estratégicas. Empresas que querem prevenir acidentes, reduzir riscos jurídicos e garantir conformidade no eSocial precisam adotar indicadores de segurança do trabalho completos, cruzados e interpretáveis.
O Básico: Frequência, Gravidade e Número de Ocorrências
- Taxa de Frequência (TF): mede o número de acidentes com afastamento.
- Taxa de Gravidade (TG): avalia a severidade dos acidentes.
- Número absoluto de ocorrências: permite analisar tendências.
Esses dados são essenciais para relatórios de gestão e sustentam o painel do eSocial (S-2240) e respostas técnicas em perícias judiciais.
Planilha de Ocorrências: O Coração da Gestão Analítica
Uma planilha bem estruturada é indispensável para análises detalhadas.
Campos recomendados: setor, função, parte do corpo atingida, tempo de casa, tipo de acidente, dias afastado, hospitalização, entre outros.
Com isso, é possível analisar:
✅ Acidentes por área/setor
✅ Acidentes por turno ou jornada
✅ Parte do corpo mais atingida
✅ Relação com treinamentos realizados
Indicadores de Segurança Comportamental e Preventiva
Além dos acidentes, registre eventos que antecedem falhas graves:
- Acidentes sem afastamento (ASA)
- Quase Acidentes (Near Miss)
- Desvios de Comportamento (EPI, altura, habilitação)
Esses indicadores funcionam como “sinais de alerta” e permitem agir antes da ocorrência de acidentes graves.
Integração com Indicadores de Saúde Ocupacional
Atestados médicos revelam padrões de adoecimento dentro da empresa.
Exemplos de análises:
- Número de atestados por setor
- CIDs mais recorrentes (como problemas osteomusculares)
- Relação com riscos ergonômicos
Esses dados orientam ajustes na AET (Análise Ergonômica do Trabalho) e estratégias de prevenção.
Indicadores de Não Conformidades e Condições Inseguras
Mapeie e registre todas as condições inseguras: falta de sinalização, máquinas sem proteção, ausência de EPCs.
➡️ Cruze os dados com acidentes e desvios para identificar pontos críticos recorrentes.
Como os Indicadores Conversam Entre Si
O diferencial da gestão está em cruzar as informações:
- Setores com alta em ASA + desvios + atestados = falha estrutural.
- Essa leitura aponta onde investir em treinamentos, reforçar supervisão e corrigir processos.
Conclusão?
Quando bem utilizados, os indicadores de segurança do trabalho transformam a gestão em uma ferramenta estratégica:
✔️ Antecipam riscos
✔️ Justificam investimentos
✔️ Reforçam a segurança jurídica da empresa
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Por: Rafael Nogueira – 18/09/2025


